Desarticulação do cotovelo

Próteses para desarticulação de cotovelo

A protetização de desarticulações de cotovelo, um nível de amputação relativamente raro, possibilita uma boa suspensão da prótese graças à forma distal do coto, mais larga devido à presença dos epicôndilos.
Por esta razão não se deve corrigir esteticamente a parte distal do coto.
Existem vários sistemas de próteses estéticas e funcionais para este nível de amputação.

Prótese ativa para desarticulação de cotovelo

Este tipo de prótese funcional é utilizado para a protetização da desarticulação de cotovelo, sobretudo quando não é possível usar uma prótese mioelétrica.
Em comparação a prótese com força externa, ela tem a vantagem de pesar menos e ser independente de uma fonte de energia externa.
Por outro lado, o sistema de tirantes para o acionamento da prótese e o bloqueio do cotovelo limita o conforto de uso.
Devido ao alargamento da parte distal do coto ao nível dos epicôndilos, é suficiente utilizar apenas um encaixe de contato, que proporciona uma fixação segura e grande liberdade de movimentos do ombro.
A união do encaixe externo à prótese de antebraço é realizada por duas hastes laterais articuladas. A articulação pode ser livre ou possuir uma trava acionada por um tirante.
As funções da prótese são realizadas através de movimentos de tração de três tirantes.
Eles são responsáveis pelas seguintes funções: acionamento da mão ou do gancho, assim como flexão e bloqueio/desbloqueio da articulação de cotovelo.

Prótese estética para desarticulação do cotovelo

Este tipo de prótese é utilizado para a desarticulação de cotovelo, sobretudo para pacientes que recusam ou não se adaptam a uma prótese funcional.
As principais características desta prótese são o peso reduzido e seu manuseio simples, mas ela possui uma função passiva bastante limitada.
Ela pode ser usada para carregar objetos ou para auxiliar a outra mão. Alargamento da parte distal do coto permite a utilização de um encaixe de contato com uma suspensão muito segura, deixando livres os movimentos do ombro.
A união do encaixe externo à prótese de antebraço é realizada por duas hastes laterais articuladas.
A articulação pode ser livre ou possuir uma trava acionada por um tirante.
Utiliza-se uma mão estética ou passiva, que é fixada ao encaixe através de diferentes tipos de punhos.
Uma luva cosmética reveste a mão. Sua forma, estrutura e cor proporcionam um aspecto natural à prótese.



Prótese híbrida para desarticulação de cotovelo

Este tipo de prótese para desarticulação de cotovelo combina a força muscular do paciente e uma força externa (fonte de energia) para o acionamento dos componentes.
Um pré-requisito é a disponibilidade de potenciais musculares suficientemente fortes para o controle da mão ou do gancho mioelétrico.
Devido ao alargamento da parte distal do coto aos níveis dos epicôndilos, utiliza-se um encaixe de contato, que proporciona uma boa adaptação e fixação da prótese assim como grande liberdade de movimentos ao ombro.
Os eletrodos são fixados ao encaixe através de uma suspensão elástica. encaixe externo cobre os eletrodos e cabos.
A sua fixação à prótese de antebraço é feita através de duas hastes laterais articuladas.
As articulações podem ser livres ou possuir uma trava.
A flexão e o bloqueio do cotovelo são acionados através de um sistema de tirantes.
Como peça terminal utiliza-se uma mão mioelétrica ou um gancho (Greifer), que podem ser conectados ao encaixe através de diferentes tipos de punhos.
A fonte de energia é um acumulador (bateria) recarregável de 6 Volts.