Amputações abaixo do joelho

Esclarecimentos e conselhos úteis, e Técnicas de Enfaixamento

Quase todos os amputados se sentem um tanto deprimidos imediatamente após a cirurgia, com exceção daqueles que sofreram dor intensa por determinado período antes da amputação. Esta depressão, normalmente, é logo substituída pelo desejo de se retornar a uma vida ativa.

Os curativos permanece, em média, por um período de 15 dias aproximadamente, prazo em que normalmente acontece a cicatrização. Logo após a total cicatrização, ataduras elásticas são usadas para ajudar a circulação e evitar, ou reduzir edemas (inchaço). As ataduras elásticas são removidas e recolocadas ao longo do dia (instruções para aplicação de ataduras elásticas são dadas na próxima seção).

Além dos curativos específicos utilizados pela equipe médica, exercícios orientados por profissionais especializados, são extremamente importantes para prevenir as contraturas musculares pois, quando isto acontece, dificulta, ou mesmo, impede o uso eficiente da prótese.

Alguns “Conselhos do que NÃO FAZER” ajudarão a prevenir contraturas musculares, são mostrados abaixo.

É muito importante que os exercícios prescritos pelo profissional habilitado sejam cumpridos regularmente e as posições mostradas no quadro sejam evitadas a fim de ser obtida uma performance melhor com o uso das próteses.

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No geral, quanto mais cedo é colocada a prótese, melhor para o amputado. Um dos problemas mais difíceis no amputado é o EDEMA ou inchaço do coto, devido ao acúmulo de fluídos. O EDEMA estará presente, até certo ponto, em todos os casos e isto faz com que a colocação da prótese seja difícil, mas certas medidas podem ser tomadas para reduzir a quantidade de EDEMA. Depois que ocorre a total cicatrização do coto, ataduras elásticas são utilizadas para impedir o desenvolvimento e reduzir o EDEMA. Técnicas de Enfaixamento são apresentadas a seguir.

Para cotos mais curto utiliza-se ataduras elásticas de 10cm de largura com 1,3m de comprimento e para cotos mais longos utiliza-se ataduras elásticas de 10cm de largura e 2,6m de comprimento. Durante a utilização, as ataduras devem ser esticadas cerca de metade do limite de sua elasticidade, e a maior tensão deve ser em torno do final do coto, decrescendo ao aproximar-se do joelho.

O coto deve ser mantido atado o tempo todo, mas o enfaixamento deve ser refeito a cada três ou quatro horas. O enfaixamento nunca deve ser mantido por mais de 12 horas sem renova-lo. Se dores latejantes ou sensação de dormência ocorrerem, o enfaixamento deve ser removido e recolocado. Normalmente, o latejamento ou sensação de dormência no coto estão relacionados a um enfaixamento com muita pressão.O EDEMA volta a ocorrer rapidamente quando o coto é deixado sem enfaixamento, então é muito importante recoloca-lo sem demora. À noite pode-se fazer um enfaixamento levemente com menos pressão, mas nunca se deve dormir sem a faixa, se esta estiver saindo durante a noite é sinal de que a pressão está sendo muito pouca.

Meias compressivas especiais apropriadas para uso, ao invés de ataduras elásticas, embora não consideradas por algumas, podem ser utilizadas por aqueles pacientes que não consigam utilizar as ataduras elásticas.

Se atadura elástica ou meia compressiva é usada, esta deve ser removida pelo menos 3 vezes ao dia e o coto deve ser massageado vigorosamente, por 10 a 15 minutos. A atadura ou meia devem ser recolocadas imediatamente após a massagem.

Técnica de Enfaixamento

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Próteses convencionais de pé.

Tipos de Amputações de Pé:

Choppart                                           Lisfranc


Pirogoff                                              Syme

Devido ao comprimento do coto após uma amputação parcial de pé, o uso de componentes pré-fabricados para este nível de amputação é limitado. Por este motivo, as próteses geralmente são fabricadas artesanalmente em material plástico ou resina. O posicionamento correto do coto dentro da prótese praticamente determina o seu alinhamento estático.

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Amputações parciais de LISFRANC ou CHOPART, muitas vezes podem podem ser protetisados com uma complementação interna no calçado, dependendo da forma e das condições do coto.

Cotos de CHOPART mal formados ou mal posicionados, assim como amputações parciais de PIROGOFF ou SYME, necessitam de um encaixe mais abrangente, quando não é possível se obter o apoio na base do coto, pode ser necessário um apoio no joelho.



Próteses convencionais.

Para a protetização de amputações abaixo do joelho, ainda muitas pessoas utilizam as próteses convencionais com contato total e suspensão supracondiliana.

Próteses com hastes laterais e coxal em couro somente são indicadas em casos especiais (cotos curtos, lesões ligamentares), eventualmente com apoio na tuberosidade isquiática.

O encaixe e o corpo da prótese são confeccionados em resina com malha de fibra de vidro, ou de carbono e utiliza-se um encaixe interno com forração macia.

Encaixe externo, tornozelo e pé determinam o aspecto final da prótese.


Próteses de banho.

A prótese é totalmente, assim como a prótese convencional, e confeccionada em resina.

O encaixe pode ter uma parte interna em polifórmio e, normalmente, possui uma suspensão supracondiliana.

Os orifícios laterais permitem a entrada de água, reduzindo a força ascensional (flutuação).

Para este tipo de prótese, só podem ser utilizados pés não-articulados.


Próteses modulares.

Este tipo de prótese é indicado para a protetização abaixo do joelho, para todos os tipos de amputações transtibiais, curtas ou longas.

A conexão do encaixe com o pé é feita através de vários tipos de adaptadores.

O revestimento cosmético em espuma recebe um acabamento individual de acordo com a perna contralateral, dando um aspecto mais natural à prótese.

A forma se suspensão da prótese, ou seja, o que assegura que a prótese não vá cair durante a deambulação, pode ser por pressão supra condiliana, com a utilização de liner com pino de fixação distal ou por vácuo com liner (sem pino), joelheira e válvula de expulsão de ar.

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